sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ártemis


A mais complexa das divindades olímpicas, representa as variações da natureza feminina como deusa virgem lunar, ninfa caçadora, padroeira das florestas e dos animais, mãe protetora das crianças e dos nascimentos.

Ártemis era uma caçadora virgem; os gregos a chamavam de “A Caçadora de Almas”. Ela protegia as selvas e animais; tinha o conhecimento dos lugares profundos da Natureza onde se poderia repousar e recuperar as energias. Repugnava a violência pla violência, mas era hábil ao estabelecer punições aos criminosos, especialmente aqueles que ameaçassem ou maltratassem mulheres.

Seus objetos sagrados eram as bolotas de carvalho, os gamos, ursos, cães de caça, o absinto e a foice em Lua. Era a divindade das Amazonas.

O antigo costume grego de honrar o aniversário de Ártemis com um bolo de Lua Cheia é até hoje preservado em nossos bolos de aniversário. Os gregos colocavam inclusive velas acesas sobre o bolo da Lua.

Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto e irmã gêmea de Apolo; mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia. Em Roma, Diana tomava o lugar de Ártemis, frequentemente confundida com Selene ou Hécate, também deusas lunares.

É representada, como caçadora que é, vestida de túnica, calçada de coturno, trazendo aljava sobre a espádua, um arco na mão e um cão ao seu lado. Outras vezes vêmo-la acompanhada das suas ninfas, tendo a fronte ornada de um crescente. Representam-na ainda: ora no banho, ora em atitude de repouso, recostada a um veado, acompanhada de dois cães; ora em um carro tirado por corças, trazendo sempre o seu arco e aljava cheia de flechas.

O absinto (Ártemisia absinthium L.) era uma das plantas dedicadas à deusa. O templo de Ártemis em Éfeso foi uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Dias de honra a Ártemis: 29/03, 08/04, 11/04, 18/04, 24/05, 19/08, 04/09, 22/11.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Hécate




Hécate era uma divindade noturna, da vida e da morte. Era chamada de A Mais Amável, Rainha do Mundo dos Espíritos, Deusa da Bruxaria. Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra.

É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas “ceias de Hécate”.

É conhecida como uma Deusa “escura” por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas.

Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo.

A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseus e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo.

No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.

Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão.

Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos.

Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.

Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.

Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.

Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.

Dias de honra a Hécate: 31/01, 27/02, 04/03, 13/08, 21/09, 31/10, 01/11, 07/11, 16/11.

Fonte: http://bruxaria.net/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Freya



Freya é a deusa nórdica do amor e magia, condutora das almas para o mundo subterrâneo. Ela regia a fertilidade, a sexualidade, a Lua, o mar, a Terra, o mundo subterrâneo, o nascimento e a morte.

Ela era a matriarca ancestral do grupo de divindade denominado Vanir, precursoras dos Aesir, as divindades patriarcais que vieram da Ásia.

Aparecia como uma deusa tríplice (virgem, mãe e anciã), como senhora dos gatos, dirigente das Valquírias e condutora das almas dos guerreiros mortos em combate, das quais metade ia para o seu reino e a outra metade para o palácio de Odin.

Sua representação era a de uma linda mulher vestida com um manto de peles de gato, enfeitada com penas de cisne e adornada com jóias de ouro e âmbar, sendo puxada em sua carruagem dourada por quatro gatos.

A deusa-Vana nórdica Freya era muito importante para o bem-estar e existência dos Deuses, muito além de seu aspecto de deusa da fertilidade, pois ocorreram muitas batalhas entre os Deuses e os Gigantes por Freya.

Ela possuía muitos nomes: Syr, Dama, Grande Deusa, Mardoll (Aquela que brilha sobre o mar).

Os mitos falam de seu casamento com um misterioso deus chamado Od, o qual desapareceu. Apesar de Freya estar intimamente ligada ao poderoso Odin, ela não é sua esposa, nem de nenhum outro deus. No entanto, ela hoje é considerada consorte de Frey, com quem forma o casal divino, celebrado nos ritos de fertilidade com o “casamento sagrado”.

Quando ela chora, suas lágrimas tornam-se gotas de ouro; quando essas gotas caem no mar, elas se transformam em âmbar. Seus gatos mágicos, Bygul (ouro de abelha, mel) e Trjegul (ouro de árvore, âmbar), puxam sua carruagem, mas ela também possui um javali de batalha (Hildisvini) o qual ela cavalga.

Ela possui o colar Brisingamen e mantém metade dos guerreiros mortos em seu salão. Freya é a senhora dos gatos, líder das Valquírias, capaz de trocar de forma, é a Sábia ou “vidente” que inspira toda a poesia sagrada.

Treze é seu número e sexta-feira é seu dia. Seidr, sua magia especial, era basicamente magia feminina, um tipo de xamanismo e profecia.

Alguns mitos dizem que as runas eram de Freya muito antes de Odin obtê-Ias. Freya tem poder sobre o amor, beleza, animais, sexo, gatos, nascimentos, fogo, cavalos, encantamentos, feitiçaria, ouro, riqueza, transes, jóias, sabedoria, antevisão, magia, sorte, longa vida, fertilidade, a Lua, o mar, morte, música, poesia e proteção.

O dia consagrado a Freya é a sexta-feira, utilizado para trabalhos de amor, sexo e magia.

Fonte: http://bruxaria.net/

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ísis, a Deusa de toda a Existência




A Dança do Sete Véus, por exemplo, é referente aos sete chakras, às sete cores do arco-íris, e aos sete planetas. Cada chakra tem suas características positivas quando equlibrado. Quando desequilibrado ele assume qualidades negativas. A retirada dos véus simboliza o desbloqueio e a harmonia dos chakras. A correlação dos chakras com os planetas em termos de suas características positivas e negativas é muito interessante e precisa. Estes sete véus correspondem também aos sete portais, os quais a Deusa Innana atravessa quando vai ao submundo.

Ísis era uma mãe e uma deusa amorosa e tudo perdoava a seus seguidores. Ísis era anterior a toda a Criação, era paciente e sábia. Como a Abençoada Virgem Maria, tão conhecida atualmente no Ocidente e no Oriente, a rainha Ísis concebera seu divino filho por meios divinos. Do morto e castrado Osíris, ela extraiu por conta própria a semente viva. E muitas vezes foi retratada em pinturas ou esculturas com o divino filho, Hórus, sobre o joelho. Tinha o busto nu em total inocência para alimentar o jovem deus. E Osíris mandava no mundo dos mortos, seu falo perdido para sempre nas águas do Nilo, onde dele corria um fluxo interminável de sêmen, fertilizando os extraordinários campos do Egito todos os anos quando o rio transbordava. O deus era um homem perfeito, bronzeado e ao luar. Conhecia ofícios. Sabia ler a mente das pessoas. Osíris, o deus do sangue, julgava o malfeitor olhando dentro do coração do malfeitor. A seu lado a Deusa mulher murmurava que o deus faria seu julgamento e aplicaria o castigo e que o sangue mau agora seria purificado e renasceria em outra pessoa e que esse sangue não o prejudicaria.
Ísis talvez seja a Deusa mais cultuada no mundo.Vista como a Grande Mãe, Deusa do Céu, da Terra e do Submundo, Senhora do Universo e Rainha da Noite, Ísis é a Senhora dos mistérios, da vida e da morte.

Essa grandiosa Deusa pode ser invocada para tudo, pois abrange todas as questões humanas e Divinas. Isto faz com que seja conhecida como a Deusa de Dez Mil Nomes, de tantos títulos que a ela são atribuídos.

Seu nome original era Aset, que significa espírito. Deusa egípcia, Ísis recebeu este nome pelos gregos depois que estes invadiram o Egito. Assim, Ísis tornou-se conhecida e cultuada na Ásia Menor e em grande parte da Europa.

Filha de Nut (Deusa do Céu) e de Geb (Deus da Terra), Ísis tinha como irmãos, Osíris, Nephtys e Seth. Ela se casou com Osíris, seu irmão, algo comum na nobreza egípcia e em outras culturas. O que reafirma, pelo menos para mim, o tabu do incesto como algo puramente cultural.

Uma das partes mais conhecidas da história de Ísis é a procura a seu marido Osíris. Originalmente tendo se afogado num acidente, posteriormente, o mito o levou a ser assassinado por seu irmão Seth. Osíris foi esquartejado em catorze pedaços que foram espalhados pelo mundo. Ísis profundamente entristecida saiu em busca de seu amado. Se transformou em andorinha - daí sua representação com asas - se difarçou de empregada, enfermeira, prostituta, até encontrar os pedaços de Osíris. Não conseguiu encontrar um, o falo. A Deusa, então, criou um falo de ouro e através da magia trouxe Osíris à vida e concebeu seu filho Hórus.

A imagem de Ísis com seu filho Osíris nos braços hoje em dia é muito forte, principalmente pela semelhança a imagem da Virgem Maria com o menino Jesus nos braços. Mas Ísis não tem apenas o aspecto de Mãe. Ela é a Grande Deusa, responsável por Tudo, inclusive por Sua concepção. Ísis é a Criadora, a Amante, a Amada, o Poder do Trono, A Divina Inventora, A Grande Feiticeira.

Um aspecto muito importante de Ísis, é o seu aspecto de curadora. Tendo também o título de Curandeira Divina, ela é invocada pelos enfermos e pelos que praticam a cura, tanto física quanto espiritual. Seus templos também eram fortes centros de cura.

Ísis possui vários símbolos. Muitas vezes aparece com o Ankh . O Ankh é uma cruz que simboliza a vida eterna. É portada por quase todos os Deuses egípcios. Não se tem certeza sobr suas origens. Uma versão nos diz que ele representa os órgão sexuais do homem e da mulher unidos. Outra versão nos diz que ele deriva de uma boneca africana da fertilidade que possuía uma cabeça grande e era um amuleto das mulheres que queriam engravidar.

Ísis também aparece com o disco solar e chifres de vaca (seu animal sagrado) em sua cabeça. Mas este símbolo também pode ser visto como as três fases da lua. O disco solar sendo a lua cheia, e os chifres sendo, um, a lua crescente em sua "metade", e o outro, a lua minguante em sua "metade". Isto deixa evidente que Ísis também é uma Deusa Tríplice.

Sua representação com asas geralmente é vista quando estão ressaltados seus aspectos de Curadora e de Deusa da Morte. É batendo Suas asas sobre Osíris que Ela o traz de volta à vida. A Deusa da Morte é também a Deusa da Vida, pois uma contém a outra. O ciclo é sempre o mesmo, vida, morte, renascimento. Aliás, Ísis se mostra também como Deusa Negra quando se veste de preto, sustentando o luto pelo desaparecimento do marido e sai a sua procura.

Como Deusa do Mar ela é a padroeira dos navegantes. Como Deusa da Magia e dos Mistérios ela é uma grande mestra na evolução espiritual.

Ísis é a deusa do amor, da divinação, dos partos, das artes. A dança do ventre é originária da dança sacerdotal executada pelas sacerdotizas da Deusa em seus templos. Mas sua origem não nasceu aí. Ela teve como nascente a Suméria e os ritos para Innana.

Ísis sob a forma de serpente se ergue na fronte do rei para destruir os inimigos da Luz, e sob a forma da estrela Sótis anuncia e desencadeia as cheias do Nilo. Ísis era tida como deusa da harmonia e das festas, que auxiliava a arrecadar fundos para as mesmas.

FONTE: http://wwwjaneladaalma.blogspot.com/2009/05/isisa-deusa-de-toda-existencia.html

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Afrodite, Deusa da Beleza e do Amor





O nascimento.

Na rebelião dos deuses pelo poder, Cronos (Saturno), destronou o pai Urano (Céu), amputando-lhe os testículos. Lançados ao mar, os órgãos de Urano fecundaram mais uma vez, formando uma grande espuma. Dessa espuma, surgiu amparada numa grande concha de madrepérola, Afrodite, a mais bela de todas as deusas.

Afrodite, a deusa do amor, é uma das mais poderosas divindades do Olimpo. Deuses e mortais estão a ela submetidos, pois todos são suscetíveis à paixão, e às armadilhas do desejo. Afrodite (Vênus em latim) é a deusa da paixão, que pode amenizar o coração dos homens, ou fazê-los enlouquecer. É a sexualidade latente, deusa do sêmen que reproduz a vida, do prazer que envolve o ato, do torpor que une os corpos.

Sendo a deusa mais bela do Olimpo, atraiu para si o desejo e a paixão de todos os deuses, mas foi obrigada por Zeus (Júpiter), a desposar Hefestos (Vulcano), o deus feio e coxo da forja e do ferro. Inconformada com o casamento, a deusa não deixou de viver a voluptuosidade impetuosa do seu ser. Traiu Hefestos com os mais belos deuses, sendo a sua paixão com Ares (Marte), o deus da guerra, a mais famosa das suas lendas.

Afrodite é voluntariosa, amiga dos amantes, mas inimiga da sensatez. Representa a doçura dos apaixonados, a languidez dos desejos, o idílio da entrega dos corpos. Foi ela quem prometeu o amor da bela Helena ao príncipe Paris, sem se importar com uma sangrenta guerra que devastou Tróia para que os amantes vivessem a paixão prometida. O amor passional e a loucura estão muitas vezes unidos no mesmo cântico de louvor à deusa. Podem juntos, destruir ou construir o mundo.

Sendo a mais bela de todas as deusas, Afrodite foi representada em diversas obras de arte gregas. Ela era considerada o ideal da beleza feminina na Grécia antiga. Apolo representava o ideal de beleza masculino. Os artistas esculpiam a deusa com traços humanos perfeitos, distanciando-na cada vez mais de uma representação divina. Em Roma foi assimilada Vênus, mantendo as suas principais características: deusa do amor, do sexo e da paixão, sendo a mais bela de todas as divindades. Afrodite ou Vênus, a deusa teve o mito a inspirar artistas de todas as épocas, quer na poesia, na pintura ou na escultura. Ainda hoje, Afrodite desperta o fascínio das pessoas, suas lendas são as mais difundidas da mitologia greco-romana, seu mito um dos mais explorados nas artes.

A Origem do Culto à Deusa:

O culto a Afrodite tem as suas origens no oriente, entre as civilizações semíticas. Foi introduzida na Grécia pelos marinheiros e mercadores. Assim como a deusa oriental na qual foi inspirada, Afrodite era primitivamente a deusa do instinto sexual e da fecundidade, abrangendo não somente aos homens, mas a toda natureza. Era ela quem espalhava o elemento úmido, nos animais e humanos representados pelo sêmen, e nos vegetais a chuva, que disseminava as sementes. As flores, as árvores, os frutos, eram obras de Afrodite, que uniam Gaia (Terra) e Urano (Céu) na grande inspiração da fecundidade.

Mais tarde, Afrodite teve as suas funções ampliadas, passando a ser a deusa do amor, sendo no início protetora apenas do amor construtivo e honroso. A pureza dos sentimentos era muito preservada pelos gregos. O amor tinha que ser honroso, e Afrodite garantia a nobreza dos sentimentos. Com a evolução do mito, ela passou a simbolizar o amor passional, a paixão desenfreada e nociva, a loucura dos sentimentos.

Deixou de ser apenas venerada pelas jovens puras, para ser a deusa das meretrizes. Muitas foram as meretrizes profissionais que se tornaram sacerdotisas da deusa, erigindo-lhe santuários.

A lenda relata que depois do nascimento no mar, Afrodite foi soprada suavemente pelo vento Zéfiro, levada pelas ondas, desembarcando em sua concha na ilha de Citera, que atualmente corresponde ao rochedo vulcânico chamado Cérico. Pouco mais tarde, partiu para a ilha de Chipre, onde as Horas estavam à sua espera. Elas vestiram a deusa com um traje imortal, adornando-lhe os cabelos longos com vistosas violetas. Depois de adornada pelas Horas, a deusa foi conduzida para o Olimpo, sendo apresentada na assembléia dos deuses.

Sua beleza impar foi aclamada pelos imortais, que jamais tinham visto tão sedutora formosura.

Os Amores de Afrodite

O mito de Afrodite é repleto de lendas que descrevem vários amores por ela vividos. Sendo a mais bela de todas as deusas, Afrodite suscitou as mais acirradas paixões entre os olímpicos. Atraiu para si o amor de Hefestos, deus da forja e do fogo.

Hefestos era o mais feio dos deuses olímpicos, tão feio que quando nasceu, a mãe Hera (Juno), atirou-o do alto do Olimpo, na queda, ficaria com um defeito na perna que o deixaria coxo. Mais tarde, Hefestos vingou-se de Hera, presenteando-lhe com um trono de ouro. Ao se sentar no trono, Hera tornou-se dele prisioneira. Só foi libertada quando Zeus, senhor dos deuses e marido de Hera, a pedido de Hefestos, deu Afrodite como sua esposa. A deusa protestou, mas teve que acatar a ordem do rei do Olimpo. Afrodite jamais honrou o marido. Passou a ter amantes constantes, entre eles Hermes (Mercúrio), o mensageiro do Olimpo, do qual teve Hermafrodito, que nasceu metade homem, metade mulher. Da paixão que viveu com Dioniso (Baco), o deus do vinho, gerou Príapo, protetor dos bosques, jardins e vinhas, conhecido por seu falo avantajado e grande pujança sexual.

Afrodite amou o mortal Anquises, o que era pouco permitido aos homens, deitar-se com uma deusa. Do amor proibido, surgiria Enéias, personagem mitológico criado pelos romanos para justificar a origem divina de Roma. Enéias seria o único sobrevivente de Tróia, partindo para o Lácio, da sua descendência viria os gêmeos Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

Uma das mais belas lendas do mito de Afrodite é a do seu amor pelo belo Adônis. O jovem teria sido criado pela deusa e por Perséfone (Prosérpina). Fascinadas com a beleza do mortal, as deusas disputaram o lugar em que ele viveria, no Hades, onde Perséfone era rainha, ou na terra. A disputa chegou a Zeus, que determinou a Adônis que passasse quatro meses no Hades com Perséfone, quatro meses com Afrodite e quatro meses onde bem o entendesse. Adônis era o jovem mais belo de toda a Grécia. Aprendeu com Afrodite a arte do amor, os segredos do corpo e do prazer. Um dia, a deusa descansava à sombra de uma árvore, enquanto o amante caçava javalis. Atingiu um deles com uma flecha; mesmo ferido, o animal teve forças para atacar e abater mortalmente o belo caçador. Ao ouvir os gritos de Adônis, Afrodite correu ao seu socorro. Mas chegou tarde demais, encontrando- já sem vida. Abatida por uma dor infinita, a deusa recolheu algumas gotas do sangue do amado, regando com elas o chão. Do sangue de Adônis nasceu uma flor, a anêmona, de vida efêmera, sendo a primeira a florir na primavera, renascendo a cada ano, a relembrar o amor perdido da deusa do amor. A lenda de Adônis está ligada ao ciclo das estações. Representa a face primaveril da deusa, a importância da estação na fecundidade da vida.

A Paixão Avassaladora Entre Afrodite e Ares

Dos amores de Afrodite, a lenda mais famosa é do seu envolvimento com Ares, o deus da guerra. A lenda traz uma grande simbologia, o amor e a guerra juntos em um idílio; a paixão e o ódio; a beleza e a rudeza... Ares é descrito como um deus impetuosamente viril, despertando o desejo nas mulheres e nas deusas. Mas a sua brutalidade é maior do que qualquer afeto, a mulher que se recusasse a deitar com o deus era por ele violada. Apaixonado por Afrodite, o deus mudou o seu jeito brutal de amar. Aproximou-se da deusa com palavras ternas, ofereceu-lhe o corpo viril e perfeito. Cobriu-a dos mais belos ornamentos. Aos poucos, a amizade entre os deuses evoluiu em uma irresistível paixão. Cegos pelo desejo, tornaram-se amantes fervorosos. Hefestos, o deus coxo, trabalhava a noite inteira na forja, para atender aos pedidos dos olímpicos e dos heróis gregos. Ares aproveitava-se daqueles momentos de labuta do irmão, para visitar a sua bela esposa, Afrodite. No leito sensual da deusa do amor, o senhor da guerra era despido da sua armadura, entregando-se ao desejo e à paixão. Enquanto Afrodite e Ares uniam os seus corpos, nenhuma guerra explodia pelo mundo, a paz reinava absoluta. Ao fim da noite, os amantes saciados, despediam-se, antes que Hefestos retornasse.

Por muito tempo, os deuses viveram aquela intensa paixão. Para que não fossem surpreendidos, Ares levava sempre aos encontros o jovem Alectrião, deixando-o de vigília enquanto amava a bela deusa do amor. Uma noite Alectrião deixou-se adormecer. Ares e Afrodite entregavam-se voluptuosamente, quando Hélios (Sol), despontou o dia, surpreendendo os amantes. Indignado, Hélios procurou Hefestos e contou-lhe da traição da mulher. Na sua fúria de marido traído, Hefestos deixou-se abater pela tristeza. Já recuperado, traçou um plano de vingança. Confeccionou uma rede invisível com finíssimos fios de ouro, tão resistente que homem ou imortal não pudesse rompê-la. Sobre o leito da traição, o deus da forja armou a sua rede. Disse à esposa que se iria ausentar por alguns dias, partindo sem maiores explicações. Pensando Hefestos ausente, os amantes encheram-se de felicidade. Viveriam uma noite de amor sem o medo da interrupção. Movidos pela paixão, deitaram-se felizes sobre o leito. Só deram pelo ardil minutos depois, quando se aperceberam prisioneiros da rede invisível. Naquele instante, Hefestos surgiu. Coberto pela cólera, o deus gritou com a voz da sua dor, fazendo-se ouvir em todo o Olimpo. Todos os deuses vieram a testemunhar os amantes presos na rede. Hefestos estava disposto a deixar para sempre os amantes prisioneiros. Após longa diplomacia, foi convencido por Apolo a soltá-los. Livre e envergonhada, Afrodite partiu para Chipre, sua ilha predileta. Ares foi para os campos de batalha da Trácia, para esquecer na guerra, as dores do amor findado. Da paixão entre Ares e Afrodite nasceram quatro filhos: Cupido, entidade que personifica o desejo amoroso, sendo assimilado a Eros pelos romanos; Harmonia, a infeliz esposa de Cadmo; Deimos, o terror; e, Fobos, o medo. Os dois primeiros filhos simbolizam o elemento positivo no encontro entre o deus da guerra e a deusa do amor, sintetizada no mito de Afrodite; os outros dois relatam o elemento negativo do encontro, contido na impetuosidade brutal de Ares; Deimos é a força que aterroriza, e Fobos o medo vindo do terror, ambos são entidades malignas. Os filhos de Ares e Afrodite demonstram o equilíbrio entre a beleza construtiva da paixão e o aspecto violento da sua condução. Ares despe as armaduras e as armas ao deitar-se com Afrodite, mas a sua verdadeira natureza está momentaneamente entorpecida pelos sortilégios da deusa do amor. Não há vitoriosos no encontro, os filhos herdam as características verdadeiras dos progenitores.

Afrodite, Símbolos e Representação nas Artes

O mito de Afrodite representava para os gregos a consciência do poder da reprodução na perpetuação das espécies e dos seres humanos. Personificava o instinto natural do sexo e o sentido da fecundação. Era a deusa do amor no sentido mais extensivo da palavra. Na época homérica, o atrativo sexual incontrolável e sem limites era considerado pernicioso, aspecto refletido na lenda da paixão proibida entre Ares e Afrodite. A honra, o lar, o amor puro, era símbolo da civilização homérica. Somente três deusas não se deixavam corromper pelo poder do amor, do desejo e da paixão incitados por Afrodite: Héstia (Vesta), deusa do lar; Atena (Minerva), deusa da sabedoria; e, Ártemis (Diana), deusa da caça. As três deusas trazem como característica principal a virgindade, a completa ausência dos desejos sexuais.

Nas artes, Afrodite, ou Vênus, inspirou vários artistas em diferentes épocas. Na escultura, chegou aos tempos atuais a famosa Vênus de Milo, descoberta na ilha de Melos, em 1820. Outras grandes estátuas foram perdidas no decorrer dos séculos. A deusa passou a ser o ideal grego de beleza feminina, levando a ser representada em corpos perfeitos, que com o tempo perdeu a característica divina, assumindo a beleza humana em seu esplendor. Na pintura, “O Nascimento de Vênus”, de Sandro Botticelli (1444-1510), é a obra mais famosa do mito da deusa do amor. Também os seus amores com Ares e Adônis geraram belíssimas telas de grandes pintores como Ticiano (1490?-1576), Veronese (1528-1588), Rubens (1577-1640) e Botticelli.

Deusa do amor e da beleza, Afrodite é, ao lado de Apolo, o símbolo maior da eterna obsessão dos gregos de atingir a perfeição do belo. Representa a paixão e o desejo sexual, o ser humano em sua maior essência, responsável pela felicidade diante da fecundação e da perpetuação da vida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ervas na Magia



As ervas são plantas usadas para diversas finalidades, tanto num preparo mágico, queima no caldeirão, para chás, banhos e poções. Elas devem ser usadas, geralmente secas, no caso para queima e para banhos e poções. Já para chás, pode-se usá-las frescas ou não, retirando seu sumo, para que suas propriedades medicinais possam continuar ali.
Elas são muito utilizadas, para vencer doenças, curas, como também garrafadas, famosas aliadas da antiga medicina.

O melhor para se ter ervas é plantá-las em um jardim, canteiro, ou em vasos grandes. Pode comprar a muda já plantada, ou mesmo, sua semente para germinar.
Ervas merecem cuidados. Para colher, deve-se usar uma faca de cabo branco, chamado Boline (instrumento mágico típico de qualquer bruxa) e sempre secá-las na sombra. Então vamos conhecer, as ervas e suas propriedades.


As Propriedades Mágicas e Terapêuticas

Absinto: Estimulante geral para o cansaço mental e físico.
Alecrim: Traz saúde e sucesso nos negócios, acalma, expulsa a negatividade, traz proteção.
Alfazema: Acalma, limpa o ambiente.
Almíscar: Afrodisíaco, traz sensualidade e atração.
Amor perfeito: Purificação, estudo, amor, elevação das vibrações.
Angélica: Fortifica a espiritualidade.
Anis: Para despertar o amor interno.
Arruda: Proteção, limpa ambientes carregados. O chá de arruda pode ser abortivo ou venenoso.
Bálsamo: Acalma e equilibra a energia.
Benjoim: Aumenta a espiritualidade, exorcismo, purificação.
Camomila: Acalma, purifica, poderes psíquicos, concentração.
Canela: Estimulante; atrai prosperidade, bens materiais, equilíbrio mental.
Cedro: Purifica, para despertar forças, poderes psíquicos, concentração, paz.
Cravo: Excitante, afrodisíaco, expulsar forças negativas, e expectorante.
Cravo da Índia: Purifica, para despertar força, espiritualidade, sensualidade e atração.
Dama da noite: Ideal para encontros amorosos. Ativa as forças do inconsciente, excelente para trabalhos terapêuticos e psíquicos.
Erva doce: Poderoso calmante, proporciona amor.
Eucalipto: Purificação, saúde.
Flor do campo: Equilíbrio emocional.
Flor de pitanga: Incentiva a criatividade.
Flor da Índia: Purifica as vias respiratórias.
Lavanda: Harmonia, paz e equilíbrio.
Lótus: Estudo, elevação das vibrações, paz.
Madeira: Energia positiva, amor, elevação das vibrações.
Madeira Oriental: Sensualidade e atração.
Mirra: Traz saúde e sucesso nos negócios, oferenda aos Deuses, boa sorte, acalma, purifica, espiritualidade, psíquico, exorcismo, expulsa negatividade, limpeza.
Noz Moscada: Diminui a ansiedade, atrai bens materiais, sucesso.
Ópio: Favorece a determinação, elevação das vibrações, estudo e psíquico, alucinógeno.
Orquídea: Afrodisíaco, beleza, glamour, fertilidade.
Patchouly: Desperta a alegria, clarividência, sensualidade, atração, para despertar força, abre os caminhos, sorte.
Papoula: Psíquico.
Rosa: Purifica, estudo, espiritualidade, amor, elevação das vibrações, psíquico.
Rosa Branca: Purifica os sentimentos, acalma.
Rosa Musgo: Rejuvenesce, embeleza e amacia a pele.
Sândalo: Acalma, purifica, estudo, espiritualidade, amor, elevação das vibrações, sensualidade e atração, favorece a meditação e a intuição; equilíbrio mental.
Verbena: Atrai sorte, fertilidade, sensualidade, amor.
Violeta: Desperta auto-confiança, afrodisíaco.

sábado, 26 de junho de 2010

Fadas


Canção para Chamar as Fadas

Venham fadas para a sua morada! Venham para a sua hora dourada! Venham até nós por favor! Fadas dancem com louvor! Espíritos do Ar! Formosas criaturas do lar! Venham fadas, venham me abraçar! Estou aqui para te contemplar! Venham para a minha canção! Me ajude com a sua varinha de condão! Venham enfeitar a natureza!, E seduzir todos com sua mágica pureza!

(Autor Desconhecido)

O nome em inglês das fadas "faeries" ou "fairyes", provavelmente é uma combinação de "fae", vinda da palavra "friend" (amigo, em inglês) e "eire", vinda de "green" (verde) significando, "Amigo Verde (Green Friend). As primeiras histórias de fadas mostram que elas eram, de início, as personagens que levavam presentes aos recém-nascidos.

Fadas podem ser vistas claramente apenas por animais e raramente por humanos, e alguém tiver essa sorte, poderá, ao menos, ter visto rapidamente uma fada. Mas há algumas poucas exceções, entretanto. A primeira delas é quando a fada usa uma técnica mágica, o glamour, para mudar a sua aparência física e assim, poder se mostrar aos humanos. A segunda chance é de vê-las dançando e cantando num ritual se que acontece no Verão, no dia em que o Sol está no ponto mais alto do céu. A terceira chance de se ver uma fada através de uma pedra que tenha sido furada ao meio pela força da água.

O reino das fadas é comandado pela Rainha Titania e seu consorte Príncipe Oberon. O Folclore gaélico dá muita importância às fadas, tanto nas lendas, como nas músicas. A crença nas fadas invadiu também as lendas celtas. Na Escócia,

houve um famoso incidente, em que três mortais, Thomas the Rymer, Tam Lim e o padre Robert Kirk, autor do livro O segredo do povo dos Elfos, Faunos e Fadas, foram levados à Terra das Fadas. Existem algumas hipóteses sobre a origem das fadas: Que elas tenham sido formadoras de uma raça, de estatura menor que a dos humanos e que moravam abaixo da superfície;

As fadas também são vistas como espíritos dos ancestrais;

Mas as fadas fazem parte do imaginário popular graças aos contos e histórias de autores como os irmãos Grimm. Nestas histórias, elas têm papel decisivo, muitas vezes auxiliando o protagonista ou lhe concedendo uma graça que ele jamais poderia alcançar por si.

Aquilo que o ser humano vê, ouve e sente nos primeiros anos de vida é normalmente chamado de fantasia. Mas será mesmo?... Os anos passam e a ignorância toma conta da mente, que perde a sua pureza e apreende aquilo que a sociedade lhe impõe. Ou seja, perdemos a capacidade de subir ao mundo astral, perdendo o contacto com o fantástico mundo das fadas. Mas elas continuam a coexistir com os humanos e o seu espaço físico. Não acreditar nesses seres etéreos pode mesmo tornar-se perigoso, pois sem querer estamos a duvidar de mundos paralelos ao nosso que têm uma importância enorme para o equilíbrio e preservação do planeta. As fadas têm uma personalidade própria, os seus sentimentos, ideias e talentos. Tal como nós, são bastante sensíveis, tendo as suas manias, podendo gostar ou odiar certos elementos da natureza. Elas podem proteger e ajudar em determinadas áreas, mas podem também provocar incidentes ou causar problemas. A melhor maneira de chamar estes pequenos seres ao seu convívio é convidá-los a entrar em sua casa e não exigir a sua presença. Segundo a tradição, as fadas são bastante receptivas a presentes, especialmente se lhes oferecer pão, leite, manteiga e bolos.

Indicativos da presença ou aproximação de fadas

1. Um súbito e insistente tremular nas folhas;
2. Redemoinhos de poeira;
3. Hastes na relva curvando-se sem qualquer explicação aparente;
4. Arrepios inesperados quando se está à sós ou em meio à natureza;
5. A sensação de que um inseto caminha sobre nós,quando não há nehum inseto por perto;
6. Ondulações na superfície das águas não criada por peixes,brisa ou outro tipo de material;
7. Acessos descontrolados de riso ou bobeira;
8. Lapsos na consciência temporal.

Horários ideais para aproximação de fadas (todos os horários de transição)

1.Alvorecer;
2. Crepúsculo;
3. Meio-Dia;
4. Meia-Noite;
5. Equinócios e Solstícios (em especial os de outono e de primavera).

Poderes Mágicos das Fadas



A energia das fadas geram estímulos além do normal.Ela é tão intensa que confunde os sentidos e altera nossos estados de consciência.
As fadas aprenderam à controlar parte das energias do Universo e por virtude de não estarem limitados por barreiras físicas,são capazes de demonstrar muitos desses poderes.
A maioria das fadas e duendes não dispõem de meios significativos de ataque ou ofensa,portanto,para auto defesa,contam com outras habilidades,as quais incluem:

1.Glamour (disfarces mundanos-formas de animais)
2.Levitação
3.Invisibilidade
4.Mudança de forma
5.Capacidade de trazer boa sorte ou azar
6.Agilidade e perícia artesanal
7.Desenvolvidos dons musicais
8.Controle sobre o tempo e fenômenos atmosféricos
9.Conhecimento dos grandes segredos da cura,energias telúricas e tesouros ocultos
10.Capacidade de induzir sono e estados alterados de consciência

Retirado de ENCHANTMENT OF FAERIE REALM,de Ted Andrews,Llewellyn,1993.



Um Ritual para encontrar uma Fada
Este ritual foi retirado do site Francesca De Grandis's Wiccan & Faerie
Grimoire. É um ritual da Faerie Wicca.

Não use luz muito forte. As fadas são selvagens, e isso poderia assustá-las
1- Feche os olhos e se concentre. Visualize uma pequena fada vindo até você.
2-Imagine-a sobre você, batendo suas asas. Visualize que ela está cobrindo-o com sua beleza e magia. Absorva esta energia por um minuto.
3- Agradeça pela visita da fada com cortesia. Pergunte seu nome. Se a fada não o disser, termine a visita. Quando encontramos alguém no plano psíquico que não diz seu nome, é porque algo não saiu como deveria. Então, cortesmente, encerre a visita e lentamente volte, abrindo os olhos.
4-Nunca faça um acordo com uma fada. Com qualquer ser que habita o plano psíquico, esses acordos são bastante perigosos.
5-Ofereça algo que você possa deixar do lado de fora de sua casa como oferenda. pode ser algum tipo de comida, como uma maçã, ou alguma bebida. Deixe do lado de fora da casa por toda a noite.
6-Caso a fada tenha dito seu nome e o encontro prosseguido, você pode perguntar algo a ela. Depois, se despeça, diga adeus, e volte lentamente da sua visualização. Sinta como se você estivesse se desligando das energias do plano que você acabou de visitar e volte lentamente a este plano.



As Fadas que Protegem o Lar

Ban-tee: estas palavras têm o significado literal de dona de casa. As fadas Ban-tee podem ser encontradas a vigiar as crianças e os pequenos animais de estimação. Dizia-se na antiguidade que executavam todas as tarefas das mães quando estas estavam demasiado cansadas ou enquanto dormiam. Nessa altura eram elas que protegiam as crianças, evitando que corressem qualquer tipo de risco. A fada Ban-tee adora morangos frescos, cremes doces e tudo o que pede em troca destas guloseimas é que a deixem vigiar o lar.

Brownie: de origem escocesa, tem um aspecto físico pouco feminino, a pele escura e aparece sempre vestida de verde, azul ou castanho, com uma pequena capa sobre os ombros. Procura um ser humano que aceite os seus préstimos e dedica-se a ele para toda a vida. Mas para que isso aconteça a pessoa tem de ser humilde, simpática e meiga. É esta fada que pode afastar de casa todos os maus espíritos. Procura sempre uma casa quente, mas não admite a existência de gatos. Adora receber como presentes leite, mel e pequenos objectos feitos em madeira.

Gan-cahn-ock: de origem irlandesa tem os olhos rasgados e as orelhas bicudas. Distingue-se por ser muito pequena e por ter um sorriso maquiavélico. Tem umas asas minúsculas que podem aparecer e desaparecer e adora pregar partidas aos seres humanos, principalmente aos jovens. Gosta de estar em locais quentes, de receber leite com açúcar e quando se dedica a um lar específico, protege-o de roubos e incêndios.

Tomtra: do sexo masculino, aparece sempre com uma capa verde e um fato castanho, cor de terra. É de origem finlandesa e adopta uma casa onde permanece a tempo inteiro, mas para que isso aconteça tem de se sentir recompensada. Caso não existam contrapartidas, pode tornar-se vingativa, acabando com toda a boa sorte do lar. Deve receber doces, geleia e mel puro em pequenas tigelas de vidro.

As Fadas que Protegem Pessoas

Din-geth-ai-noon: irlandesa, está ao serviço da deusa Aine, que protege especialmente a mulher. Pode assumir as mais variadas formas. Dorme na floresta mais próxima da casa da mulher que protege. Para a convidar para a sua casa terá de escrever o nome Aine à entrada da porta e pronunciar em voz baixa todas as manhãs (quando sai de casa) a palavra Dinnshenc.

Guwer-geth-ain-noon: vinda do País de Gales, belíssima, de cabelos compridos e loiros. Adora crianças e protege as mães. Tem quase o tamanho feminino e habita perto dos grandes lagos. É bastante temperamental e facilmente se ofende. Só sabe contar até ao número cinco (o número mágico das fadas). É especialista em música e adora dançar, aproximando-se dos lares onde houve tocar piano ou harpa.

Twlwyth-tegs: também do País de Gales, protege pessoas de qualquer idade, sexo, raça ou cor. Vive em grupos e desloca-se para verificar onde a sua presença está á fazer mais falta. Vive em ilhas com nevoeiro onde as tempestades sejam uma constante, pois é na água e na humidade que reencontra as suas energias. Adora jardins e de cuidar das flores, sente-se bem recebida quando lhe oferecem água fresca numa taça branca em sinal de amizade.

Mother Hole: de origem alemã, tem o aspecto de uma mulher idosa e respeitável, reconhece-se facilmente pelos longos cabelos negros e pelo vestido comprido verde-escuro. A sua função é avisar do bem e do mal que se aproxima. Trabalha de modo honesto, mas a recompensa que pede é bastante cara: OURO! Muitas vezes convida as pessoas a visitar a sua residência, no meio das searas, e ajuda-as no seu crescimento espiritual.

Urisks: embora sendo bastante feia, esta fada de origem escocesa é bastante amigável e procura a companhia do ser humano que deseja proteger ao longo da vida. É muito inteligente e psiquicamente desenvolvida, e encontra-se no meio dos bosques, onde tem a fama de assustar crianças, devido ao seu aspecto despenteado e à sua corcunda pouco estética. Para obter a sua amizade, é apenas necessário oferecer-lhe a sua amizade, visitando-a no bosque, chamando-a e dizendo que precisa do seu apoio. Urisks não pede presentes materiais para socorrer seja quem for.


(Autor Desconhecido)